O mercado de luxo no Brasil é prioridade para as grandes marcas!

Por Luz Vaalor

Grandes marcas de luxo e premium vão aportando no Brasil e estão transformando o mercado brasileiro de luxo em um mercado maduro, competitivo e o mais promissor da América Latina. As grifes internacionais descobriram o Brasil durante a crise mundial em 2008 e enxergam nosso mercado como o segundo de maior crescimento para a próxima década.

Ao fazer um balanço sobre a abertura de lojas de grandes nomes internacionais de luxo nos últimos dois anos, vemos a presença da Chanel, Hermès, Emilio Pucci, Burberry, Christian Louboutin, Diane von Furstenberg, Jimmy Choo, Carolina Herrera, Marc Jacobs, Celine, Goyard, Alexander Wang, Isabel Marant, Porsche e Aston Martin. Para 2011 já temos noticias de marcas como Balenciaga, Lanvin e Bottega Veneta se estabelecerem por aqui, e há rumores sobre chegada da YSL e Alfa Romeo. O sucesso é tão grande que marcas como a Chanel já estão em sua segunda loja que abriu em São Paulo no segundo semestre do ano passado com um espaço de 2.150 metros quadrados no Shopping Iguatemi , tamanho comparável a lojas dos grandes mercados consumidores como os da Europa e Estados Unidos. Todo esse avanço deve também ser seguido por uma série de marcas “premium” – com preços mais competitivos, e que, somadas às marcas locais, estima-se que ampliem pelo menos em até 30% o mercado de luxo brasileiro em 2011.

Marcas que no máximo seriam consideradas “premium” refazem seu posicionamento estratégico para se vender diferenciação como as grifes, oferecendo um glamour e design bem mais acessível, como a marca britânica Topshop, que anunciou no ano passado a abertura da primeira loja no Brasil, em São Paulo em 2011.

Analistas do setor asseguram que há ainda uma demanda reprimida no Brasil e que essa tendência de crescimento de consumo perdurará pelo menos nos próximos cinco anos.

Quem são as marcas de luxo que estão chegando ao Brasil em 2011?

Balenciaga
De Coco Chanel a Christian Dior, não há nome no Olimpo da moda que não tenha venerado o estilista basco Cristóbal Balenciaga. Exímio (e ambidestro) no manejo das tesouras e das agulhas, era chamado por seus pares de “o costureiro dos costureiros”. Apenas uma seleta clientela comprava suas peças de cortes e volumes inovadores — ele recusava mulheres cujo porte ou estilo não julgasse adequado para suas roupas. Depois de sua morte, em 1972, a grife resvalou para a irrelevância. Voltou ao mapa com a contratação, em 1996, do francês Nicolas Ghesquière, então com 25 anos, considerado um dos mais brilhantes talentos da moda contemporânea.

Lanvin
Fundada em 1896, é a mais antiga maison francesa ainda em atividade. Os preços são diretamente proporcionais: um vestido bordado curto, por exemplo, pode custar  20 000 reais na butique NK, nos Jardins. As criações exibidas na semana de moda de Paris, como de praxe quando se trata de grifes cobiçadas, provocam uma cascata de imitações e “homenagens” mundo afora. Ponto para o estilista, Alber Elbaz. Tímido, assumidamente desconfortável com o próprio peso e desinteressado da ditadura das
tendências, desde que assumiu o cargo, em 2001, ele iniciou uma
silenciosa revolução fashion e conquistou lugar na lista dos mais
influentes do mundo da revista americana Time.

Bottega Veneta
Epítome do novo luxo — conhecido por não usar logo, discreto e obcecado por manufatura de qualidade —, surgiu em 1966 como um ateliê de acessórios de couro. Comprada em 1999 pelo conglomerado PPR, alcança 500 milhões de dólares (900 milhões de reais) em vendas, dos quais 80% vindos de bolsas e afins. À frente da transformação, o estilista alemão Tomas Maier, que ressuscitou ícones como a bolsa Intrecciato.