Paco Rabanne, luxo ousadia e inovação

VLL1

Ao lado de André Courrèges e Pierre Cardin, o espanhol Paco Rabanne entrou para a história da moda com seus looks futuristas.

Os três viveram o sonho da corrida espacial na década de 60, com o homem chegando à lua e o mundo crente que a roupa de astronauta seria o jeans nosso de cada dia… E aqui estamos, na segunda década do século 21, e nada disso aconteceu. Mas o legado dos três pra moda é inegável.

Paco Rabanne com seus revolucionários vestidos-manifesto feitos de plástico, metal ou papel, fez uma pequena revolução mostrando a possibilidade de novos materiais e formas.

Adorado pelos japoneses e admirado pelos franceses por sua técnica artesanal e seu talento em misturar cores causa ainda grande expectativa: como será a nova Paco Rabanne desenhada por um criador que faz questão de reafirmar sua origem?

Paco Rabanne nasceu na cidade basca de San Sebastian, na Espanha, em plena guerra civil em seu país, filho de um general e de uma das fundadoras do Partido Comunista espanhol, que acumulava suas atividades de política de esquerda com as de costureira-chefe da filial local da casa Balenciaga.

Em 1936, aos dois anos, e exatamente por causa da guerra, ele mudou-se com toda a família para a França.

Durante 12 anos, de 1954 a 1964, Rabanne estudou arquitetura na Escola de Belas Artes de Paris, e foi aí que começou a nascer a vocação para o estilismo de roupas – seus colegas de curso achavam que os edifícios que projetava pareciam-se com vestimentas.

Sua estréia no mundo da moda foi, porém, através de ousadas bijuterias e botões de plástico que criava e vendia para maisons como as de Dior, Givenchy e também Balenciaga.

 

Depois vieram bordados, que revolucionavam o que existia na época, com seus desenhos geométricos, sapatos, que desenhou para Charles Jourdan, e gravatas, desenvolvidas para Pierre Cardin.

Em 1965, afinal, Paco Rabanne criou seu primeiro vestido de plástico – e era só o começo da subversão que provocou na alta costura: logo, estava utilizando metal em vez de tecido, e alicate, no lugar da agulha de costura.

A inovação era tanta que as críticas não demoraram a surgir. “Paco Rabanne não é um costureiro, mas um metalúrgico”, disparou Coco Chanel.

Falava-se do desconforto que suas peças provocavam, mas ele rebatia: “Para trabalhar, as mulheres devem vestir roupas cômodas, mas para conquistar um homem, não deve haver limites para o sacrifício”.

Sua originalidade e elegância atraiu celebridades como a atriz Audrey Hepburn e a cantora Françoise Hardy. Assim como muitos nomes consagrados do mundo da moda.

A julgar pela fama sempre em ascensão, Rabanne deve ter lido as mentes femininas.

Utilizando uma grande variedade de materiais até então ignorados na confecção de roupas – além do plástico e do metal, ele incorporou o uso do papel, que em lugar de costuras tinham suas partes fixadas com fita adesiva

A inovação também está presente em seus perfumes. Seu primeiro lançamento, Calandre, lançado em 1969, chamou a atenção por utilizar o chipre como nota básica, enquanto a moda eram as essências cítricas. Logo, vieram sucessos como o Métal, La Nuit, Sport e XS.

 

http://www.pacorabanne.com/