Os grandes designers americanos

OS GRANDES DESIGNERS AMERICANOS

Por Hollie Moat para Farfeth

A moda pode ter nascido em Paris, mas os EUA alcançaram rapidamente seus primos europeus, cruzando o Atlântico para se abastecer com as últimas coleções e Main Bocher, couturier nascido em Chicago, impressionando os franceses com sua elegante marca Mainbocher nos anos 30.

Após a II Guerra mundial, a designer Claire McCardell ajudou a indústria da moda americana a estabelecer sua própria estética. Usando o escasso tecido disponível, ela fazia peças esportivas e descomplicadas, mas ainda sim chiques. Esta foi a base do estilo preppy, que se tornaria preferência no país.

Desde então Nova Iorque veio rivalizar até mesmo com Paris em termos de designers icônicos, que consideram a cidade como casa. Nós reunimos os nossos favoritos, dos jovens aos experientes, para entender como eles se encaixam na complicada colcha de patchwork que é a moda Americana…

A Velha Guarda

Apesar de não se estabelecerem desde o início, esse renomado grupo conta com várias décadas no auge e são certamente os pilares da moda americana. Ralph Lauren e  Calvin Klein eram concorrentes contemporâneos no bairro do Bronx, ambos jovens de origem humilde que cresceram de seu começo modesto em Nova York para comandar suas próprias super-marcas – seus nomes estampados em coleções de desfiles, coleções comercias para todos os públicos e idades, perfumes, jeans e utilidades domésticas.

 

 

Mas enquanto Ralph optou pelo preferido dos Americanos, o look preppy saído de Harvard e dos clubes fechados (não é surpresa ele ser escolhido o responsável pelo figurino da nova versão de The Great Gatsby de 1974), Klein foi pioneiro em um novo tipo de minimalismo, com linhas claras e cores neutras.

 


 

E então há Donna Karan, provavelmente a designer americana mais famosa, e quem primeiro chamou atenção nos anos 80, quando uma nova geração de feministas deslumbrantes foram a loucura com a sua versão lustrosa do power dressing – um forte look clássico (digno de uma presidente mulher, de acordo com suas campanhas publicitárias da época) que ela carrega até hoje em suas coleções.



Designers Celebridades

 


O domínio das passarelas não é suficiente para alguns designers que se tornaram celebridades por direito, mas dificilmente alguém consegue superar Marc Jacobs quando o assunto é ser uma celebridade amigável. O nova-iorquino foi publicamente demitido pela clássica marca Perry Ellis, seu primeiro grande trabalho como designer, quando ele fez uma coleção com inspiração grunge em 1992. O público fã do Nirvana talvez tenha ficado impressionado, mas os chefes não. E foi só em meados dos anos 90, quando ele teve o suporte financeiro da Louis Vuitton que ele conseguiu dar continuidade a seus designs de sucesso, com coleções excêntricas e criativas tanto para a famosa marca francesa como para a sua. No processo, ele deixou de ser um homem tímido que usava óculos para se tornar a estrela de suas próprias campanhas, e alvo dos tabloides, graças à seus amigos famosos e a turbulenta vida pessoal.

 


Nascido no Texas, Tom Ford é um designer tão grandioso como seu ego, sem mencionar o grande talento   que o impulsionou instantaneamente para o status de queridinho da moda em 1993 quando ele reviveu a Gucci, na época perdendo força, com uma estética deslumbrante e sexy. Depois de deixar a Gucci ele se interessou por batons e óculos de sol depois ensaios fotográficos antes de dirigir o filme A Single Man, indicado ao Oscar, e finalmente, para o alívio de seus fãs, finalmente lançar sua marca homônima.

 


 

 

Também incluímos a dupla de designers da Proenza Schouler nesta categoria, não porque Lazaro Hernandez e Jack McCollough busquem atenção. Aliás, a atenção voltada para eles parece estar mesmo focada na interessante mistura de formas modernas e cores com detalhes e silhuetas retrô que há na marca. No entanto estes designers, que nomearam sua marca com o nome de suas mães, são tão bonitos que deveriam estar nas passarelas eles mesmos!

 

 

Os Românticos

As irmãs que vivem na Califórnia, Kate e Laura Mulleavy, podem não ser só corações e flores, mas a sua marca, a Rodarte, é a que constantemente apresenta algumas das criações mais românticas da semana de moda. Tirando sua inspiração histórica, e de seus filmes preferidos, as coleções da Rodarte nunca são menos do que uma volta sonhadora através da imaginação, com vestidos dramáticos e que conseguem conter em si a essência do clímax de um romance particularmente imaginativo do diretor Baz Luhrmann.

 

Do outro lado, na costa leste, Zac Posen tem uma aproximação similar ao estilo feminino forte em suas criações – ou pelo menos é o que parece, com tantas belas estrelas optando pelos vestidos ludicamente românticos do designer nova-iorquino para desfilar no tapete vermelho. Como se sabe Posen teve um momento desastroso em Paris, antes de retornar à sua cidade natal com uma bem recebida coleção de vestidos de festa e vestidos de gala com caudas que emanavam tanta beleza e feminilidade ao ponto do style.com declarar na época, “Se corpetes não são seus amigos senhoritas, esse designer não o homem para você”.

 

 

Os Moderninhos

 

De todas as cidades da moda, Nova Iorque é a que mais se preocupa em impulsionar uma estética moderna e clara, com designers como o anteriormente mencionado McCardell e Bill Blass defendendo o look sinônimo da palavra avante. Dando continuidade a esse legado, mas de forma mais própria ao século XXI, está Phillip Lim, cuja estética de alfaiataria elegante é injetada com uma boa dose de diversão, significando que as sofisticadas peças que ele faz para as coleções 3.1 Phillip Lim são básicas para o guarda-roupa da mulher vaidosa e cosmopolita.

Antes celebridades mirins (ambas cantando, dançando e atuando) Mary-Kate e Ashley Olsen seguem o mesmo caminho de sucesso com sua linha de passarela, The Row – adicionando seu próprio toque às peças versáteis e simples. Que no caso das gêmeas, vem a ser um mix de glamour com referências grunge, em aposta contemporânea para os clássicos da alfaiataria.

 



E para finalizar temos o californiano Alexander Wang, cujo estilo elegante, mas urbano, é o que talvez reúna melhor as características do vestuário americano moderno. Desenhando silhuetas atléticas empregando vários tecidos monocromáticos versáteis, Wang usa cortes incomuns e detalhes ousados para trazer um tom progressivo, porém usável as suas peças.