Nildo José assina Estúdio Jabuticaba em sua estreia na Casa Cor São Paulo

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Um apartamento jovial, acolhedor e funcional são as principais características do ambiente de 44m² – Estúdio Jabuticaba, assinado por Nildo José, nova promessa da arquitetura brasileira que, com apenas 27 anos, estreia na Casa Cor São Paulo, realizada, de 17 de maio a 10 de julho, no Jockey Club São Paulo. O nome escolhido para o ambiente é em homenagem a um exemplar da árvore frutífera suspensa por cabos de aço e envolvida pela técnica japonesa chamada kokedama.

Comemorando os 30 anos da mostra e sob o tema A Vida é uma Festa, Nildo teve como ponto de partida a criação de um banco que percorresse os quatro cantos do espaço. Além da questão de trabalhar com um elemento marcante e multifuncional, o arquiteto buscou a ideia de que no mobiliário de concreto embutido à parede “sempre cabe mais um”.

“Numa boa festa, sempre cabe mais um. O importante é o espírito de confraternização entres os familiares e os amigos. A ideia do bancofaz analogia direta com o espírito do aniversário de três décadas da Casa Cor. Não há um limite exato de pessoas sentadas aqui no espaço, sempre cabe mais um!”, brinca o arquiteto Nildo José.

Aderindo a inúmeros papéis e funções ao longo do estúdio, o banco logo na entrada faz a vez de uma chapelaria, inspirada nos lofts nova iorquinos, com apoio pra bolsas, chapéus e objetos pessoais dos visitantes. Na sequência, o mobiliário torna-se um apoio de compras, onde uma bicicleta estacionada e uma cesta de produtos humanizam o projeto.

Seguindo adentro do ambiente, passa-se pelo bar conceitual, também apoiado no banco, com caixas em madeira Maple desenhadas pelo próprio arquiteto- a mesma do piso-, que abrigam taças, garrafas variadas de bebidas e vidros de laboratório garimpados por Nildo, no bairro do Bixiga. As mesmas caixas, assim como o assento de concreto, permeiam por outros ambientes do projeto. “As caixas são versáteis e, por isso, ganham várias utilizações, tais como caixas de bar,apoio de objetos decorativos, como as cerâmicas Acierno e, no banheiro, utilizadas para apoiar o roupão”, explica o profissional.

Seguindo a sequência do banco, logo à frente, o mobiliário serve de dois assentos para a mesa de jantar (Breton). Nesse espaço, ele ganha duas almofadas para apoio das costas. A sala de jantar também conta uma cadeira de Jorge Zalzuspin (fornecido pela Etel) e a banqueta Tripé (Dpot), assinado por Claudia Moreira Salles.

O banco também serve de apoio para lenhas da lareira e funciona do outro lado como uma mesa lateral do sofá Natuzzi como suporte de livros. Passado por todo esse trajeto, finalmente o mobiliário assume a sua função exclusiva de ser um banco, até chegar no dormitório, onde assume a vez de um criado-mudo para a cama, também assinada pelojovem arquiteto, exclusiva para a Codex Home.

Para finalizar,a peça funciona como porta-toalhas na área da banheira.

O banheiro chama atenção por ser uma caixa-preta forrada com madeira ebanizada, com interior de concreto no acabamento Mr. Cryll (Bricolagem Brasil). A bancada é produzida em Dekton Consentino Kairos – acabamento da Silestone, executada pela Mont Blanc Mármore, que reproduz com perfeição o mármore Carrara, a banheira Doka e louças sanitárias Deca.

As obras de arte são um capítulo a parte nesse estúdio contemporâneo. A curadoria foi feita pelo próprio arquiteto,via Instagram e visitas às galerias; portanto, são artistas novos e talentosos pouco conhecidos pelo grande público mesclado com nomes consagrados: Gil Vicente, Alexandre Matos, Martin Parr, Guilherme Licurgo, Sergio Lucena – entre outras.

Esudio Jaboticaba from Valor LuxuryLab on Vimeo.

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