O mercado mundial de artigos de luxo enfrenta a primeira crise

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Por Luz Vaalor

O mercado mundial de artigos de luxo enfrenta uma primeira crise estrutural de sua história, depois de 10 anos de crescimento ininterrupto.

Está se formando uma nova dinâmica no setor, com um crescimento médio entre o 2% e 5% anual comparado ao ritmo médio de 10% da última década, advertem os especialistas do Boston Consulting Group (BCG) em um relatório recente elaborado em colaboração com AllianceBernstein.

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Em 2016 o segmento teve uma performance de crescimento alimentado pelo bom desempenho dos automóveis de luxo (8%). Também registraram um comportamento relativamente bom os hotéis de luxo, cruzeiros, produtos de beleza, bebidas y alimentação. No entanto os grupos de produtos que representam a parte nuclear dos negócios de luxo, ou seja, os bens de uso pessoal (vestuário, bolsas, sapatos, joias e relógios), esses tiveram um crescimento insignificante ou mesmo alguns negativo, considerando as diferenças cambiais.

A pergunta é a seguinte: ” As principais marcas de Luxo tiveram que chegar a esses resultados negativos para reagirem a imensa revolução tecnológica dos últimos dois anos?

Essa reação não é apenas em mudanças nas vitrines, adições inovadoras, tecnologias e aplicações produtos … tudo isso é vital, mas as principais oportunidades a curto prazo estão em e-commerce como uma rota de fuga para manter rentabilidade.

As marcas de luxo devem estar cientes do impacto da onda digital na produtividade das lojas em todo o mundo. Não só como uma maneira de fazer vendas, mas como um método para melhorar o tráfego das lojas.

O omnichannel, definido como a capacidade de se ligar a loja física e on-line será uma das chaves para o sucesso de marcas de luxo.

As categorias mais afetadas por isso são os cosméticos, mas também acessórios, roupas ou jóias, estas últimas estão ainda “atrasadas” em adaptar-se à Internet.

As empresas precisam dedicar-se a atrair talentos para tirar o máximo dessas tecnologias. Além disso, a introdução de ferramentas digitais em lojas, como o uso de telas ou ajuda de dados para poder fornecer serviços personalizados aos clientes.