28ª edição do Prêmio Montblanc de Cultura premia o brasileiro Marcelo Rosenbaum

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O designer brasileiro foi escolhido por seu projeto A Gente Transforma, em Várzea Queimada, Piauí

 Prêmio anual é concedido em 15 países e regiões, destacando a importância do patrocínio às artes em comunidades ao redor do mundo

Marcelo Rosenbaum foi reconhecido como Patrono das Artes Modernas pelo Prêmio Montblanc de Cultura. O anúncio foi feito pela Fundação Cultural Montblanc, no final de maio, em Roma, na Itália. Rosenbaum foi indicado para o prêmio pelo projeto A Gente Transforma, em Várzea Queimada, Piauí, que faz parte do Instituto A Gente Transforma, criado por ele em 2016.

O prêmio, que está na 28ª edição, é concedido a patronos de arte de todo o mundo, reconhecendo pessoas cujo apoio e compromisso inflexíveis permitem que as artes floresçam e se renovem, gerando impacto social em suas comunidades. Em 2019, o prêmio reconhece patronos da arte no Brasil, Colômbia, França, Alemanha, Hong Kong, Coreia, Itália, México, Rússia, Espanha, Suíça, Reino Unido e EUA. Desde que foi instituido, o prêmio já distribuiu um total de 5 milhões de euros, beneficiando 180 projetos, em todo o mundo.

Os premiados são escolhidos a partir de uma lista tríplice, apresentada por cada país. A seleção é feita em conjunto pelo Curatório da Fundação Cultural Montblanc, composto por Anne Barlow (diretora da Tate St. Ives), Sunjung Kim (diretor da Gwangju Biennale), Jean de Loisy (diretor da École Nationale Supérieure des Beaux-Arts Paris). Franklin Sirmans (diretor do Museu de Arte de Perez de Miami), Jochen Volz (diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo) e os presidentes da Fundação, Sam Bardaouil e Till Fellrath.

A lista de contemplados na história do prêmio inclui HRH Príncipe Charles, Quincy Jones, Renzo Piano, Ryuichi Sakamoto e Yoko Ono, além dos brasileiros Lays Bodansky e Luís Bolognesi (2016), Solange Farkas (2017) e Mônica Nador (2018).

Várzea Queimada é um projeto multidisciplinar do Instituto A Gente Transforma, em que artistas, designers e pesquisadores desenvolvem novos projetos que buscam preservar o artesanato ancestral da comunidade de Jaicós, no Piauí.