O Novo Luxo: a busca de uma existência mais simples traz um valor essencial: o “ter” dá lugar ao “ser”

Novo Luxo

Por Ricardo Ojeda Marins

O comportamento do consumidor de luxo vem mudando e não é de hoje. Na verdade ele vem passando por uma revolução.  Se antes o luxo era atrelado à ostentação e ao excesso, hoje ele é mais consciente e está totalmente ligado a sensações e experiências. O consumidor contemporâneo está mais preocupado com o seu bem-estar. É o que indicam empresas de estudo de tendências. O novo luxo. Esse é o nome dado ao fenômeno que tem como premissa a busca de uma existência mais simples e, portanto, sem ostentação. Segundo Andrea Bisker, diretora da WGSN na América do Sul (empresa líder mundial em pesquisa de tendências, fundada em Londres em 1998), o valor de um bem móvel ou acessório fashion hoje tem mais ligação com o significado que ele representa do que com a quantidade de dinheiro desembolsado.

De acordo com Luz Vaalor, diretora da consultoria Valor Luxury Lab e palestrante do Mercado de Luxo, o luxo contemporâneo deixa de ter como objeto o produto em si e desloca-se para o subjetivo universo do consumidor, repleto de sentimentos, necessidades e valores que envolvem especialmente o aprimoramento sociológico do indivíduo. Hoje envolvido em questões como responsabilidade social e ecológica, o consumidor tem parâmetros para avaliar produtos ou serviços que, além de “lhe tocarem o coração” respondam à sua preocupação com valores essenciais à própria “moral da marca”, envolvendo pontos como a integridade da origem e da produção de seus produtos.

Fatores sócio-econômicos, por exemplo, podem explicar a mudança. É o caso da globalização ou da informação democratizada pela tecnologia, responsável por levar a um maior número de consumidores conteúdos antes restritos. Questões ambientais também são relevantes, incentivando a postura “eco-friendly”.

Esse consumidor não está apenas mais exigente, antenado e consciente com relação ao meio-ambiente e causas sociais. Ele busca a excelência em produtos e serviços, porém mais do que isso, ele busca ser atendido, entendido e busca experiências inesquecíveis. Você e sua empresa estão preparados para entendê-los e surpreendê-los?

3 comentários

  1. Ricardo, parabéns pelo artigo. As recentes crises econômicas mostraram que o capital vai e vem, marcas novas são criadas a cada momento, mas uma coisa até hoje não mudou e nunca mudará: a necessidade do ser humano de ser amado e sentir que pertence a algo superior. Enquanto continuarmos buscando isso em marcas, exibicionismo e frivolidades, poderemos até PENSAR que estamos consumindo luxo. Mas SENTIR o luxo de verdade é saber quem você é e pagar o preço das suas dores e delícias. Pois bem, pode ser que esteja aí a base que vai sustentar o novo luxo, talvez o luxo que o mundo mais esteja precisando para continuar sendo um lugar bom para se viver. Aguardo sua visita lá no meu blog. Abs, André http://luxuriousrio.wordpress.com

  2. Olá, gostei muito do artigo. Sempre fui envolvida com assuntos relativos oa mercado do luxo, e também acredito que o luxo atal está relacionado a experiências únicas.

    Acredito que o luxo do novo consumidor, é um luxo que mexe com as emoções e a sensação de poder, o poder em demorar que de ele está inserido em outro contexto sócio-econômico por deter ou disfrutar de um produto/serviço. Algo que seja raro ou tenha status.